quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vidal assume como superintendente federal da Pesca e Aquicultura no Rio de Janeiro

Diante de um auditório superlotado de autoridades, lideranças do setor pesqueiro, correligionários políticos e de gritos de “ele merece”, Vidal assumiu, dia 19/2, a superintendência federal da Pesca e Aquicultura no Rio de Janeiro como o primeiro pescador a ocupar esse cargo.

Entre as autoridades da mesa estavam o ministro da Pesca e Aquicultura, Luís Sérgio Nobrega de Oliveira e o paratiense Dirceu José Artelino, comendador da Pesca em nosso município.

Da delegação de Paraty fizeram parte o representante da Amapar, José Roberto Reis, o líder petista Carlos José Gama Miranda, o Casé e o ex-prefeito José Cláudio Araújo e o presidente da Acip, Ronaldo Carpinelli.

Em seu discurso de posse, Vidal disse que assumiu esse cargo com o apoio de Paraty, da Câmara de Vereadores e de instituições ligadas à pesca e à aqüicultura.

Citando Paraty, falou da importância do seguro-defeso e de um terminal público de pesca, de problemas como o avanço sobre os parques aquícolas e da necessidade de explicar aos órgãos ambientais que a pesca não faz mal ao meio ambiente.

Disse que era essencial unir a academia, representada pela UFRJ e Fiperj; o setor pesqueiro, incluindo os armadores e colônias de pescadores; autoridades ambientais como o Ibama e a Esec-Tamoios e o Governo Federal, para alvancar o desenvolvimento da pesca na Costa Verde.

Falou, ainda, do Acordo de Pesca, que está costurando nessa região e da Gestão Compartilhada dos recursos da Baía da Ilha Grande, indispensável para preservar o patrimônio natural, a atividade pesqueira e a sobrevivência dos pescadores artesanais.

“Não somos contra o progresso, mas também não podemos ser massacrados pelo avanço tecnológico na região”, lembrou.

Disse que a solução desse problema, para o pescador, não era virar pedreiro ou metalúrgico, mas continuar em sua terra, com sua cultura, com sua forma de viver e se sustentar da pesca artesanal, ao invés de partir para o mar aberto, porque uma canoa de pescador é capaz de sustentar uma família inteira.

Sobre o Rio de Janeiro, disse da necessidade de dar atenção ao Ceasa e aos terminais pesqueiros, de implantar laboratórios de maricultura e de unir municípios, estados e União para resolver esses problemas.

O ministro Luís Sérgio saudou Vidal pela ocupação da superintendência por alguém do setor da pesca, que conhece esse setor e que tem o apoio de sua maioria.

Disse que uma das missões do Ministério da Pesca será promover o peixe ao supermercado, porque há uma cultura de que peixe significa sujeira e mau cheiro, o que afasta o consumidor.

Disse, também, que essa cultura já chegou a impedir a instalação do terminal pesqueiro na ilha do Governador e que, agora, buscará o apoio da União, em busca de um local para ele, porque o Brasil é o maior exportador de carne, de frango e de suíno do mundo, mas tem um déficit de mais de 1 bilhão na balança do pescado.

O ministro lembrou que a pesca de captura está declinando, enquanto a artesanal está ascendendo. E declarou que a pesca artesanal, a pesca de mar aberto e a maricultura podem conviver de forma harmoniosa, na indústria brasileira da pesca.

Finalizando, disse que a atividade pesqueira, no Brasil, sobrevive por vocação e que é preciso estimular essa atividade, no sentido de gerar renda e emprego para nosso povo. Veja imagens e documentos.

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